A dor crônica no pé e no tornozelo pode ser debilitante, limitando atividades diárias e até mesmo a prática de exercícios.
Para muitos pacientes, após tentar tratamentos convencionais sem sucesso, a esperança se renova com uma abordagem moderna e não invasiva: a Terapia por Ondas de Choque.
Se você busca uma solução que vá além dos medicamentos e injeções, este artigo é para você.

⚡️ Qual o papel da Dra. Isadora na Terapia por ondas de choque?

A Dra. Isadora Guerra é médica formada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG), com residência médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas/SP.
Aperfeiçoou-se na área de Cirurgia do Pé e Tornozelo por meio de fellowship no Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, onde atualmente integra o corpo clínico. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé).
Atua como ortopedista e traumatologista nos serviços do Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, do Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Campinas/SP) e da Irmandade da Santa Casa de Vinhedo (Vinhedo/SP).
Por meio do seu consultório em Campinas, ela realiza a aplicação da terapia por ondas de choque no próprio consultório com melhora dos sintomas de dor e dificuldade de andar, associado a melhora da qualidade de vida!
⚡️O Que São as Ondas de Choque e Como Elas Funcionam?
Apesar do nome, a Terapia por Ondas de Choque não envolve choques elétricos.
São ondas acústicas (sonoras) de alta energia, geradas por um aparelho especializado e aplicadas diretamente na área lesionada.
O mecanismo de ação é um verdadeiro restart biológico no tecido crônico:
- Estímulo à Neovascularização: As ondas promovem a formação de novos vasos sanguíneos (neovascularização) na área tratada, aumentando o fluxo de sangue, oxigênio e nutrientes essenciais para a cura.
- Regeneração Tecidual: Elas ativam células envolvidas na cicatrização, estimulando a produção de colágeno e a reparação de tendões e ligamentos danificados.
- Ação Analgésica: A energia das ondas atua sobre os nervos de transmissão da dor, proporcionando um alívio analgésico de curto e longo prazo.
- Quebra de Calcificações: Em casos de depósitos de cálcio (como no esporão do calcâneo), as ondas de choque ajudam a “quebrar” essas calcificações, facilitando sua reabsorção.
⚡️Foco em Doenças Crônicas: Alívio Duradouro
A Terapia por ondas de choque é amplamente reconhecida por sua eficácia em patologias que se tornaram persistentes e não responderam aos tratamentos conservadores, como fisioterapia e medicamentos orais.
1. Fascite Plantar e Esporão do Calcâneo
- A Patologia: A Fascite Plantar é a inflamação da fáscia (tecido que liga o calcanhar aos dedos), a causa mais comum de dor no calcanhar, frequentemente associada à formação do Esporão do Calcâneo.
Leia também: Fasceite plantar: entenda mais!
- A Solução de Terapia por ondas de choque: A terapia reduz a inflamação e a fibrose da fáscia e, especificamente no esporão, ajuda a fragmentar e reabsorver os depósitos de cálcio, tratando a dor na sua origem.

2. Tendinopatia Crônica do Tendão de Aquiles
- A Patologia: Degeneração e inflamação do Tendão Calcâneo, resultando em dor e rigidez na parte posterior do tornozelo, especialmente ao levantar e caminhar.
Leia também: Tendinopatia de Aquiles: como tratar a dor no calcanhar?
- A Solução Terapia de onda de choque: As ondas promovem a reorganização e a regeneração das fibras de colágeno danificadas, melhorando a qualidade do tendão e quebrando o ciclo da dor crônica.
3. Outras Condições Crônicas
A Terapia de Onda de Choque também é uma excelente opção para:
- Lesão de Haglund: Alívio da inflamação associada à deformidade óssea no calcanhar.
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- Pseudoartrose: Estimula a formação de calo ósseo em fraturas que não consolidaram (não colaram) após um tempo adequado.
⚡️ Foco em Atletas: O Retorno Rápido ao Esporte
Na Medicina Esportiva, a Terapia por Ondas de Choque é valorizada por sua capacidade de acelerar processos de cura sem a necessidade de um longo período de afastamento ou procedimentos invasivos.
Lesões Comuns em Atletas:
- Fraturas por Estresse: Muito comuns em corredores e atletas de salto.
- A Terapia por Ondas de Choque acelera a consolidação óssea e o reparo da microlesão, permitindo o retorno mais rápido e seguro aos treinos.
- Tendinopatias de Sobrecarga: Tendinites crônicas de Aquiles ou de outros tendões do pé (como o tibial posterior ou fibulares) são tratadas com sucesso pela Terapia por Ondas de Choque, que atua revertendo o processo degenerativo causado pelo overuse.
- Entorses de Tornozelo Crônicas: Embora seja mais conhecida para tendões e ossos, a Terapia por Ondas de Choque pode ser usada para estimular a reparação tecidual em lesões ligamentares que demoram a cicatrizar ou que causam instabilidade crônica.
Leia também: Entorse de tornozelo: o que fazer?
⚡️Por Que a TOC é Ideal para o Esportista?
- Minimamente Invasiva: Evita cirurgias e infiltrações que poderiam levar a um longo downtime.
- Foco na Regeneração: O mecanismo de neovascularização e estímulo ao colágeno garante que o atleta não apenas sinta menos dor, mas que o tecido lesionado seja efetivamente reparado.
- Retorno Rápido: O plano de tratamento é curto (geralmente 3 a 5 sessões), permitindo que o atleta inicie a reabilitação funcional mais cedo.

⚡️Vantagens do Tratamento:
| Aspecto | Benefício |
|---|---|
| Segurança | Procedimento não invasivo, realizado em consultório. |
| Eficácia Comprovada | Taxas de sucesso entre 70% a 85% em casos refratários. |
| Praticidade | Sessões rápidas (15 a 20 minutos). |
| Evita Cirurgia | Ótima alternativa para evitar procedimentos mais complexos e com maior recuperação. |
Importante: A Terapia por Ondas de Choque deve ser realizada por um profissional de saúde capacitado e certificado, idealmente um ortopedista especialista em pé e tornozelo.
Leia também: Ortopedista de Pé e tornozelo: qual o nosso papel?
⚡️Dúvidas Frequentes sobre a Terapia por Ondas de Choque
1. O tratamento por Ondas de Choque é doloroso?
A maioria dos pacientes sente um desconforto tolerável na área de aplicação, especialmente nos pontos mais sensíveis da lesão.
É uma sensação de pulsação ou “marteladas” leves.
A intensidade da onda é ajustada pelo especialista conforme a sensibilidade do paciente para garantir que o tratamento seja eficaz e suportável. Não é necessária anestesia.
2. Quantas sessões são necessárias para ver resultados?
O número de sessões varia dependendo da cronicidade e da patologia, mas na maioria dos casos de tendinopatias e fascite plantar, o protocolo recomendado é de 3 a 5 sessões, realizadas com intervalos semanais.
Os resultados são progressivos e costumam ser sentidos de forma mais significativa algumas semanas após o término do ciclo.
3. Quem não pode fazer o tratamento com Ondas de Choque?
Existem poucas contraindicações absolutas.
O tratamento não é recomendado em áreas com:
- Tumores malignos.
- Infecções agudas.
- Placas de crescimento ósseo abertas (em crianças).
- Pacientes que usam marca-passo ou que fazem uso de anticoagulantes fortes (neste caso, é necessária uma avaliação médica criteriosa).
4. Preciso parar de treinar ou caminhar após as sessões?
Na maioria dos casos, não é necessário parar completamente as atividades.
O paciente pode retomar a rotina normalmente.
No entanto, é crucial que o médico e o fisioterapeuta ajustem a carga de exercícios ou caminhadas intensas por um breve período após cada sessão para permitir que o processo de regeneração comece de forma ideal.
5. A Terapia por ondas de choque substitui a cirurgia?
Em muitos casos de patologias crônicas do pé e tornozelo (como Fascite Plantar ou Tendinite de Aquiles crônica), sim.
A terapia por ondas de choque é vista como uma alternativa altamente eficaz e não invasiva para pacientes que teriam a cirurgia como próxima opção.
Se o paciente responder bem à terapia, o procedimento cirúrgico pode ser evitado.