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Dra. Isadora Guerra – Ortopedista e traumatologista em Campinas – SP

Você já percebeu uma dificuldade repentina ou progressiva para levantar a ponta do pé ao caminhar?

Tem tropeçado com frequência em tapetes, no piso irregular da rua ou reparou que precisa levantar o joelho mais alto que o normal para não arrastar os dedos no chão?

Esse sintoma, conhecido popularmente como pé caído (ou drop foot, em inglês), não é uma doença em si, mas sim um sinal de alerta do corpo.

Trata-se de uma manifestação clínica que indica que algo está interferindo no controle muscular ou na comunicação dos nervos responsáveis por erguer o pé.

Compreender as causas, os exames necessários e as alternativas de tratamento é o primeiro passo para recuperar a segurança na marcha, prevenir acidentes e restaurar a qualidade de vida.

O que é exatamente o pé caído?

Para caminhar normalmente, o nosso corpo faz um movimento automático: toda vez que você dá um passo à frente, o cérebro manda uma mensagem para os músculos da canela puxarem a ponta do pé para cima. Isso evita que os dedos tropecem no chão.

Quando uma pessoa tem pé caído, essa comunicação falha ou os músculos perdem a força.

O resultado é que a pessoa não consegue levantar a ponta do pé e os dedos em direção à canela. O pé fica apontado para baixo enquanto a perna se move no ar.

Ponto importante: O pé caído não é uma doença por si só, mas sim um sinal de que algum nervo, músculo ou articulação precisa de atenção médica.

Principais sinais no dia a dia:

Quem convive com o pé caído costuma notar mudanças bem características na rotina:

  • Andar levantando muito o joelho: Para não tropeçar na própria ponta do pé, a pessoa passa a dobrar o joelho bem alto a cada passo, como se estivesse subindo escadas o tempo todo.

  • Barulho de “tapa” no chão: Ao invés de o calcanhar tocar o chão suavemente primeiro, o pé cai de uma vez, batendo a sola inteira de forma desajeitada.

  • Tropeços frequentes: Qualquer desnível na calçada, borda de tapete ou degrau pequeno vira motivo de desequilíbrio e quase-quedas.

  • Dificuldade com chinelos e sandálias: O calçado de dedo ou sem fecho atrás costuma escapar do pé com facilidade enquanto você anda.

  • Formigamento ou dormência: Sensação de que o peito do pé ou a lateral da perna estão “adormecidos” ou dormentes.

💡Qual o papel da Dra. Isadora no tratamento e na reabilitação do pé caído?

A Dra. Isadora Guerra é médica formada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG), com residência médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas/SP.

Aperfeiçoou-se na área de Cirurgia do Pé e Tornozelo por meio de fellowship no Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, onde atualmente integra o corpo clínico. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé).

Atua como ortopedista e traumatologista nos serviços do Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, do Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Campinas/SP) e da Irmandade da Santa Casa de Vinhedo (Vinhedo/SP).

Por meio do seu consultório em Campinas, ela atua na melhora dos sintomas de dor, no auxilio no processo de reabilitação associado a melhora da qualidade de vida!

Por que o pé fica caído?

Para o pé se mexer, a ordem sai da cabeça, desce pela coluna, passa pelas pernas através de “fios elétricos” (os nervos) e chega aos músculos.

Se houver um problema em qualquer parte desse caminho, o pé pode perder a força.

As causas mais comuns são:

1. Compressão ou Lesão no Nervo do Joelho

Na lateral da perna, logo abaixo do joelho, passa um nervo muito importante (o nervo fibular). Ele fica bem pertinho da pele e pode ser facilmente esmagado ou machucado por:

Emagrecimento muito rápido, que diminui a gordura que protegia esse nervo.

Ficar muito tempo com as pernas cruzadas.

Uso de gessos ou talas apertadas demais.

Pancadas, entorses graves no joelho ou fraturas na perna.

2. Problemas na Coluna Lombar

Os nervos que controlam as pernas saem da parte baixa das costas (lombar).

Uma hérnia de disco ou o desgaste dos ossos da coluna podem “apertar” a raiz do nervo que comanda o pé, causando dor ciática e fraqueza muscular.

3. Diabetes e Danos nos Nervos

O excesso de açúcar no sangue por longos anos pode danificar os pequenos vasos e os nervos das pernas (neuropatia diabética), fazendo com que a força e a sensibilidade dos pés diminuam gradativamente.

4. Condições Neurológicas

Problemas no cérebro ou na medula espinhal — como sequelas de um AVC (derrame), esclerose múltipla ou outras alterações neurológicas — podem interromper o comando de puxar o pé.

Como tratar o pé caído?

O tratamento varia de acordo com a causa e com o tempo em que o problema começou.

O grande objetivo é fazer você voltar a andar com segurança e sem risco de quedas.

Tratamentos sem cirurgia:

  • Uso de Órtese (Tala / Calha): É um suporte leve, de plástico moldado ou fibra de carbono, colocado por dentro do tênis. Ele funciona como uma “segurada” no tornozelo a 90 graus, impedindo que a ponta do pé caia na hora de andar.
  • Fisioterapia: Fundamental para manter o tendão de trás (o tendão de Aquiles) alongado e flexível, impedindo que o tornozelo fique duro/travado, além de fortalecer os músculos da perna.
  • Estímulos Elétricos: Aparelhos de fisioterapia que dão pequenos estímulos elétricos para acordar o músculo e incentivar o movimento.

Quando são necessárias cirurgias?

  • Desapertar o nervo: Se um cisto, osso ou tecido estiver comprimindo o nervo no joelho, uma pequena cirurgia pode liberar o espaço.

  • Cirurgia na coluna: Quando uma hérnia de disco está prensando a raiz nervosa da perna.

  • Mudança de tendão (Transferência Tendínea): Se o nervo não se recuperar mais, o cirurgião pode pegar um tendão que ainda funciona na parte de trás do pé e “remanejá-lo” para a frente, devolvendo a capacidade mecânica de puxar o pé para cima.

Cuidados importantes dentro de casa:

Se você está convivendo com o pé caído, algumas mudanças simples evitam acidentes enquanto o tratamento faz efeito:

  • Retire tapetes soltos dos corredores, sala e banheiro.
  • Ilumine bem os caminhos da casa durante a noite.
  • Use calçados firmes: Dê preferência a tênis com cadarço ou velcro ajustado, com sola de borracha antiderrapante. Evite chinelos de dedo e sapatos soltos.
  • Faça os alongamentos diariamente conforme orientado pelo seu fisioterapeuta.

Quando procurar ajuda médica?

A perda rápida de força no pé não deve ser ignorada.

Procure um pronto-socorro imediatamente se a fraqueza no pé vier acompanhada de:

  • Perda de força no braço ou na boca torta/dificuldade de falar (sinais de AVC).
  • Perda do controle da urina ou das fezes.
  • Dormência na região íntima associada à fraqueza súbita nas pernas.

Se a fraqueza começou aos poucos, marque uma consulta com um especialista.

Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores são as chances de recuperação dos movimentos e de um caminhar seguro! Agende sua consulta em Campinas e vamos conversar sobre o seu caso.

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