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Dra. Isadora Guerra – Ortopedista e traumatologista em Campinas – SP

Você já notou uma saliência óssea na lateral externa do pé, logo abaixo do dedo mindinho?

Muitas vezes acompanhada de vermelhidão, dor e dificuldade para calçar sapatos fechados, essa condição é conhecida como Bunionette.

Apesar de ser menos famosa que a joanete do “dedão”, a bunionette (ou joanete de sastre) é uma fonte frequente de desconforto.

O nome curioso, “joanete do alfaiate”, vem de séculos atrás, quando os alfaiates trabalhavam sentados com as pernas cruzadas, pressionando a lateral dos pés contra o chão, o que causava essa inflamação.

👣 Qual o papel da Dra. Isadora no tratamento do bunionette?

A Dra. Isadora Guerra é médica formada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG), com residência médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas/SP.

Aperfeiçoou-se na área de Cirurgia do Pé e Tornozelo por meio de fellowship no Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, onde atualmente integra o corpo clínico. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé).

Atua como ortopedista e traumatologista nos serviços do Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, do Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Campinas/SP) e da Irmandade da Santa Casa de Vinhedo (Vinhedo/SP).

Por meio do seu consultório em Campinas, ela atua na melhora dos sintomas de dor e dificuldade de andar, associado a melhora da qualidade de vida!

👣 Por que a Bunionette aparece?

Diferente do que muitos pensam, a bunionette não é apenas um “calinho” de pele.

Ela é uma alteração na estrutura óssea do quinto metatarso (o osso que liga o pé ao dedo mindinho).

Existem três causas principais:

  1. Genética: Algumas pessoas já nascem com a cabeça do osso mais larga ou com uma curvatura para fora.
  2. Formato do Pé: Pés muito planos ou muito cavos podem distribuir o peso de forma errada, pressionando essa região.
  3. Calçados Apertados: O uso frequente de sapatos de bico fino ou salto alto comprime os dedos e agrava drasticamente a proeminência e a dor.

👣Os Sintomas que Merecem Atenção:

O sinal mais claro é o calo ou a saliência na lateral do pé. No entanto, o processo inflamatório pode trazer:

  • Dor persistente ao caminhar;
  • Vermelhidão e inchaço no local;
  • Formação de uma “bolsa” de líquido (bursite) sobre o osso;
  • Dificuldade em encontrar calçados que não apertem.

👣Existe Tratamento Sem Cirurgia?

A boa notícia é que muitos casos podem ser controlados com mudanças simples no dia a dia.

Como especialista, meu primeiro objetivo é sempre o conforto do paciente através de medidas conservadoras:

  • Adaptação de Calçados: Priorizar sapatos com a “caixa” do pé mais larga (com espaço para os dedos).
  • Protetores de Silicone: Ajudam a reduzir o atrito direto com o sapato.
  • Palmilhas Sob Medida: Corrigem a pisada e tiram a pressão sobre o quinto metatarso.
  • Fisioterapia: Auxilia no controle da inflamação e no equilíbrio muscular do pé.

👣 Quando Pensar em Cirurgia?

Quando a dor se torna constante e as mudanças de calçado não são mais suficientes, a cirurgia se torna uma opção.

Hoje, vivemos uma era de procedimentos minimamente invasivos.

Através de pequenas incisões (muitas vezes sem a necessidade de grandes cortes), conseguimos realizar o realinhamento do osso.

A recuperação moderna é muito mais rápida e menos dolorosa do que antigamente, permitindo que o paciente recupere sua qualidade de vida e volte a usar seus calçados favoritos sem sofrimento.

👣 Um Recado Especial para Você

Se você convive com essa “bolinha” no pé e sente que ela está piorando, não espere a dor se tornar insuportável.

Cada pé é único e um diagnóstico preciso é o primeiro passo para caminhar com leveza novamente.

Cuidar da saúde dos seus pés é cuidar da sua liberdade de movimento.

Vamos avaliar o seu caso com cuidado e encontrar o melhor caminho para o seu conforto?

👣Dúvidas Frequentes sobre a Bunionette (Joanete do Dedinho)

1. A bunionette é a mesma coisa que o joanete do dedão? Não exatamente. Embora o processo seja parecido (um desalinhamento ósseo), a bunionette acontece na lateral externa do pé, na base do dedo mindinho (5º metatarso), enquanto o joanete tradicional acontece no dedão.

2. Por que eu tenho isso? É culpa dos meus sapatos? A causa principal costuma ser a genética — você provavelmente nasceu com uma tendência ao formato do osso mais “aberto”. No entanto, sapatos de bico fino e salto alto são os grandes vilões que “acordam” o problema, causando o atrito e a dor.

3. Consigo tratar a bunionette sem cirurgia? Sim! Muitos pacientes vivem bem apenas adaptando os calçados (usando modelos mais largos), utilizando protetores de silicone para evitar o atrito e fazendo fisioterapia para aliviar a inflamação. A cirurgia só é indicada quando essas medidas não resolvem mais a dor.

4. A cirurgia serve apenas para “lixar” o ossinho? Essa é uma dúvida muito comum. Antigamente se fazia muito isso, mas o risco de a dor voltar era alto. Hoje, realizamos a Osteotomia, que é um realinhamento do osso. Nós colocamos o osso no lugar certo para que o pé fique mais estreito e a pressão desapareça de vez.

5. Vou precisar ficar muito tempo sem pisar depois da cirurgia? Geralmente, não! Com as técnicas modernas de fixação, a maioria dos pacientes já sai da cirurgia podendo caminhar com um calçado ortopédico especial (como a sandália de Barouk). O repouso é importante, mas você não fica “preso” à cama.

6. A bunionette pode voltar depois da cirurgia? Quando realizamos a técnica da osteotomia (o realinhamento ósseo), as chances de retorno são muito baixas, pois corrigimos a estrutura do pé e não apenas a “ponta” do osso. Seguir as orientações de calçados após a recuperação também ajuda a manter o resultado.

7. O uso de corretores noturnos ou separadores funciona? Eles ajudam a aliviar a dor no momento em que você está usando, pois evitam o atrito. Porém, eles não corrigem o osso. O osso só volta para o lugar através da cirurgia; os separadores são apenas para conforto paliativo.

8. Quanto tempo dura a cirurgia e a recuperação? A cirurgia é rápida, durando em média 40 a 60 minutos. A recuperação inicial (cicatrização) leva cerca de 2 semanas, e o retorno total às atividades físicas e sapatos fechados costuma acontecer entre 6 a 8 semanas.

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