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Dra. Isadora Guerra – Ortopedista e traumatologista em Campinas – SP

Você tem sentido uma dor persistente, um formigamento ou aquela sensação de “choque” na parte interna do tornozelo, calcanhar ou na sola do pé?

Se sim, você pode estar lidando com uma condição chamada Síndrome do Túnel do Tarso!

Muitas vezes confundida com outras dores no pé, a síndrome do túnel do tarso é uma condição neurológica que exige atenção.

Hoje vamos desvendar tudo sobre a Síndrome do Túnel do Tarso: o que ela é, por que acontece, como é feito o diagnóstico e, o mais importante, quais são os caminhos para o tratamento e alívio dos seus sintomas.

🔹 Qual o papel da Dra. Isadora no tratamento da Síndrome do Túnel do Tarso:

A Dra. Isadora Guerra é médica formada pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL/MG), com residência médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas/SP.

Aperfeiçoou-se na área de Cirurgia do Pé e Tornozelo por meio de fellowship no Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, onde atualmente integra o corpo clínico. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé).

Atua como ortopedista e traumatologista nos serviços do Hospital Celso Pierro – PUC Campinas, do Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Campinas/SP) e da Irmandade da Santa Casa de Vinhedo (Vinhedo/SP).

Por meio do seu consultório em Campinas, ela cuida de forma integral dos pacientes, com foco na prevenção, no tratamento das lesões ortopédicas e na reabilitação funcional, sempre priorizando a recuperação da mobilidade e o bem-estar.

Nosso compromisso é oferecer soluções modernas para que você volte a ter pés saudáveis e sem limitações.

Se você está em Campinas e está preocupado com a saúde dos seus pés, não hesite em marcar uma consulta com ela.

🔹O Que É a Síndrome do Túnel do Tarso? Uma Compressão Silenciosa!

Para entender a Síndrome do Túnel do Tarso, precisamos antes entender a sua anatomia.

Imagine o seu tornozelo como uma passagem apertada, um verdadeiro “túnel”, localizado na parte interna do seu pé, logo abaixo daquele osso proeminente (o maléolo medial).

O Túnel e o Nervo Tibial Posterior

Esse “túnel” – chamado Túnel do Tarso – é formado por ossos do tornozelo e por um forte ligamento, o retináculo dos flexores, que funciona como um “teto” protetor. Dentro dele, passam estruturas essenciais para a saúde do seu pé:

  • Tendões (que movimentam o pé).
  • Vasos sanguíneos (artéria e veia tibial).
  • E o protagonista da nossa história: o Nervo Tibial Posterior.

A Síndrome do Túnel do Tarso acontece quando o Nervo Tibial Posterior é comprimido, apertado ou irritado dentro dessa passagem estreita.

Pense em um cabo elétrico sendo esmagado: quando isso ocorre, a transmissão de sinais elétricos (as sensações) falha ou gera um “curto-circuito”.

É por isso que os sintomas costumam ser de dormência, formigamento ou choque.

Em essência, a STT é como a famosa Síndrome do Túnel do Carpo, mas acontece no tornozelo e pé. É uma forma de neuropatia compressiva (lesão nervosa por compressão).

🔹Quais são os sintomas da Síndrome do túnel do tarso?

Os sintomas da Síndrome do Túnel do Tarso podem variar muito de pessoa para pessoa, o que, às vezes, dificulta o diagnóstico inicial. No entanto, eles tendem a se manifestar nas áreas de distribuição do nervo comprimido, ou seja, na parte interna do tornozelo, calcanhar e na sola do pé.

Os principais sinais de alerta incluem:

⚡ Dor tipo Queimação, Choque ou Formigamento (Parestesia)

Esta é a queixa mais comum. A dor não é muscular ou óssea, e sim neurológica:

  • Sensação de queimação ou ardência.
  • Formigamento (“alfinetes e agulhas”) na planta do pé e, às vezes, nos dedos.
  • Choques elétricos ou pontadas.

😩 Dormência (Perda de Sensibilidade)

O nervo não consegue enviar os sinais corretamente, resultando em áreas do pé com sensibilidade reduzida ou adormecidas.

⬆️ Piora dos Sintomas

É característico que os sintomas piorem:

  • Com a atividade física: Ao caminhar, correr ou praticar esportes que exigem impacto.
  • Após longos períodos em pé: A sustentação do peso aumenta a pressão no tornozelo.
  • Em repouso ou à noite: Muitos pacientes relatam que a dor e o formigamento são piores ao deitar, podendo atrapalhar o sono. O movimento pode, às vezes, aliviar temporariamente.

💪 Fraqueza Muscular (em casos avançados)

Em casos mais graves ou de longa duração, a compressão pode afetar os ramos do nervo responsáveis pelos músculos intrínsecos do pé, levando à fraqueza e, em alguns casos, à atrofia (diminuição) da musculatura.

🔹Quais são as possíveis causasda Síndrome do túnel do tarso?

O que leva o Nervo Tibial Posterior a ficar tão apertado dentro de um túnel que é feito para protegê-lo?

A compressão pode ser causada por qualquer condição que diminua o espaço do túnel do tarso ou aumente o volume das estruturas que passam por ele.

As causas podem ser divididas em dois grandes grupos:

A. Fatores Estruturais e Mecânicos

Essas são as causas mais comuns e estão relacionadas a alterações físicas no local:

  • Lesões e Traumas: Entorses, fraturas do tornozelo ou do calcanhar podem causar inchaço (edema), inflamação ou a formação de tecido cicatricial que comprime o nervo.

  • Deformidades do Pé (Pé Plano/Chaco Severo): Pessoas com o arco do pé muito baixo (pé plano ou pronação excessiva) tendem a estirar ou tensionar o nervo dentro do túnel, predispondo à compressão.

  • Estruturas Anormais no Túnel:
    • Cistos Ganglionares (pequenos “sacos” cheios de líquido) ou Lipomas (tumores de gordura) que ocupam espaço.
    • Varizes (veias dilatadas) que aumentam de volume e pressionam o nervo.
    • Esporões ósseos (proeminências ósseas anormais).
    • Tendões inchados devido a tendinites.

  • Calçados Inadequados: Sapatos muito apertados ou que causam sobrecarga e má postura contínua no tornozelo.

B. Doenças Sistêmicas e Inflamatórias

Certas condições de saúde podem causar inchaço generalizado ou danos diretos ao nervo:

  • Diabetes Mellitus: É uma causa importante, pois a alta taxa de açúcar no sangue (glicemia) danifica os nervos periféricos (neuropatia diabética), tornando-os mais sensíveis à compressão.

  • Artrite Reumatoide e Gota: Doenças inflamatórias que podem causar inchaço nas articulações do tornozelo, diminuindo o espaço no túnel.

  • Hipotireoidismo e Insuficiência Renal: Condições que podem causar inchaço generalizado (edema).

Importante: Em uma parte dos casos (cerca de 20% a 40%), não se consegue identificar uma causa específica. Nesses casos, a Sindrome do Túnel do Tarso é classificada como idiopática.

🔹Como chegar ao disagnóstico de Síndrome do túnel do tarso?

O diagnóstico da Síndrome do Túnel do Tarso é um processo que combina a escuta atenta do paciente, o exame físico minucioso e, quando necessário, exames complementares.

🔍 Exame Clínico e Histórico

O seu médico especialista (Ortopedista, Neurocirurgião ou Neurologista) irá:

  • Ouvir sua história: Perguntar detalhadamente sobre a localização, o tipo de dor e os momentos em que ela piora.

  • Realizar o Exame Físico: Procurar áreas de dormência e fraqueza muscular no pé.

  • Teste de Tinel: Este é um teste clássico. O médico irá bater ou pressionar levemente sobre o trajeto do nervo tibial posterior, na região do túnel do tarso.
    • Se isso provocar uma sensação de choque ou formigamento que irradia para o pé, o teste é considerado positivo, sugerindo a irritação do nervo.

🔬 Exames Complementares

Para confirmar a compressão nervosa e, principalmente, para identificar a causa, podem ser solicitados:

  • Eletroneuromiografia (ENMG): Este é o exame que mede a velocidade de condução dos impulsos elétricos no nervo. Se o nervo estiver comprimido, a velocidade estará mais lenta na região do tornozelo, confirmando a lesão nervosa.

  • Ressonância Magnética (RM): Essencial para descobrir a causa. A RM cria imagens detalhadas de tecidos moles e pode revelar se há cistos, lipomas, varizes, inchaço (edema) ou sequelas de fraturas (esporões ósseos) que estão comprimindo o nervo.

  • Ultrassonografia: Pode ser usada para avaliar a presença de cistos ou outras massas, bem como o fluxo sanguíneo (varizes).

🔹Tratamento: Aliviando a Compressão e a Dor

O tratamento da Síndrome do Túnel do Tarso tem como objetivo principal aliviar a pressão sobre o nervo e, consequentemente, reduzir a dor e outros sintomas.

A abordagem inicial é sempre conservadora (não-cirúrgica).

Opções de Tratamento Conservador (Não-Cirúrgico)

O tratamento conservador funciona na maioria dos pacientes, especialmente nos casos de Síndrome do Túnel do Tarso que surgiram após trauma ou em estágios iniciais.

  • Repouso e Modificação de Atividades: Evitar ou modificar as atividades que agravam a dor.

  • Medicamentos:
    • Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Podem ser usados para reduzir a inflamação e o inchaço.
    • Medicamentos para Dor Neuropática: Certos medicamentos (como alguns anticonvulsivantes ou antidepressivos) podem ser muito eficazes para acalmar a dor e o formigamento de origem nervosa.

  • Fisioterapia: Essencial para reduzir o inchaço local, alongar os músculos e tendões tensos e, em alguns casos, realizar a mobilização neural, que é uma técnica suave para “deslizar” e liberar o nervo comprimido.

  • Órteses e Palmilhas Personalizadas:
    • O uso de palmilhas sob medida pode ser crucial para corrigir a biomecânica do pé, especialmente em pacientes com pé plano.
    • A correção da pisada ajuda a reduzir o estiramento e a pressão sobre o nervo tibial.
    • Em alguns casos, uma bota de imobilização pode ser usada por um período curto para dar descanso total ao nervo.

  • Injeções (Bloqueios): Infiltrações de corticosteroides (anti-inflamatórios potentes) podem ser aplicadas diretamente no túnel do tarso.
    • Elas são muito eficazes para reduzir o inchaço e a inflamação ao redor do nervo, proporcionando alívio da dor, especialmente para fins diagnósticos ou alívio temporário.

🔪 Tratamento Cirúrgico (Descompressão)

A cirurgia é considerada quando o tratamento conservador não traz alívio significativo após um período adequado (geralmente de 3 a 6 meses), ou quando há uma causa estrutural clara e identificável (como um grande cisto, varizes significativas ou sequelas de fratura) que está esmagando o nervo.

O procedimento cirúrgico chama-se Liberação do Túnel do Tarso ou Descompressão do Nervo Tibial Posterior.

  • O que é feito: O cirurgião realiza um corte no forte ligamento que forma o “teto” do túnel (o retináculo dos flexores). Isso “abre” o túnel e imediatamente alivia a pressão sobre o nervo tibial.

  • Outras Ações: Durante a cirurgia, o médico também pode remover qualquer estrutura que esteja comprimindo o nervo, como cistos, varizes ou esporões ósseos.

  • Prognóstico: A cirurgia costuma ter bons resultados, especialmente quando a causa da compressão é bem definida. No entanto, o sucesso depende da duração e da gravidade da lesão nervosa antes do procedimento.

Atenção: A demora no diagnóstico e no tratamento pode levar a danos nervosos permanentes. Se você sentir sintomas persistentes, procure seu médico rapidamente.

💡 Próximos Passos: O que você pode fazer agora?

Releia: Concentre-se nas seções de Sintomas e Causas para entender melhor o que pode estar acontecendo com você.

Busque Ajuda: Consulte um ortopedista especialista em pé e tornozelo para iniciar sua jornada de diagnóstico.

Leia também: Fasceite plantar: entenda mais!

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